
Foto: Raquel Melo*
Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem acompanhado ações favoráveis aos direitos LGBT. Juízes em diversos cantos do País têm concedido direitos até pouco tempo negados para os homossexuais como o direito previdenciário, de reconhecimento de união estável, direito à adoção, entre outros.
O caso mais recente é a ação indenizatória concedida pelo Juiz Mario Sergio Leite, da 2ª. Vara Cível de Barueri-SP, à psicóloga e escritora Valéria Melki Busin, 42, e à servidora pública Renata Junqueira de Almeida, 44.
Em março de 2002, Valéria Melki, reconhecida no Brasil por sua militância pelos direitos LGBT, e Renata Junqueira foram convidadas pela produção do Programa Superpop da Rede TV, apresentado por Luciana Gimenez, para participar de uma entrevista ao vivo sobre união estável entre pessoas do mesmo sexo. O argumento da produção do programa era que a emissora tinha como objetivo contribuir com a redução da discriminação e o preconceito contra homossexuais.
No entanto, no lugar da entrevista, as convidadas se depararam com um debate com outros convidados, entre eles o advogado Celso Vendramini que claramente ofendeu os homossexuais, negava seus direitos e incitava a plateia contra o que ele chamava de pouca vergonha.
Com a cena de desrespeito ao fundo, o letterring da emissora trazia o seguinte tema: “Barraco – Gays brigam para adotar filhos”.
O Juiz de Barueri entendeu que o episódio daquele programa tratava-se de uma encenação forçada pela emissora com intuito de criar uma espetacularização da temática gay e condenou a Rede TV.
Ainda cabe recurso, mas a ação favorável à Valéria e Renata reforça a importância de que cada homossexual deste País tenha a coragem de continuar lutando pelos seus direitos.
Par não perder a viagem, aproveito para divulgar o site da
Campanha Não Homofobia puxada pelas organizações LGBT do Brasil.
* A foto foi tirada no dia 13 de junho de 2009 na VII Caminhada Lésbica e Bissexual de SP.